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Vídeo de reunião ministerial nada tem de devastador, mas reações sobre fatos genéricos, dizem investigadores

O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril exibido nessa quarta-feira (12) às partes envolvidas não contém algo que mude o rumo das apurações até agora, de acordo com investigadores com acesso ao material em declarações à CNN Brasil.

"As gravações não têm nada de devastador! Apenas reações inflamadas acerca de fatos genéricos sem especificidades", disse uma alta fonte envolvida na investigação. No vídeo, o presidente Jair Bolsonaro cita perseguições à sua família no Rio de Janeiro. O presidente, porém, garantiu em fala à tarde na rampa do Planalto que em nenhum momento citou a Superintendência do Rio e nem a PF.

Foto: Marcos Correa/PR
Na reunião, há falas agressivas de ministros sobre autoridades. Abraham Weintraunb, da Educação, defendeu que ministros do STF vão para a cadeia e Damares Alves, dos Direitos Humanos, defendeu a prisão de prefeitos e governadores. A avaliação entre investigadores, no entanto, é que o vídeo vai ao encontro dos depoimentos de Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da PF, Ricardo Saadi, ex-superintendente da PF no RJ, e Alexandre Ramagem, diretor da Abin.

Segundo outra fonte, os depoimentos mostraram que "ficou clara a pressão pelo presidente Jair Bolsonaro pela substituição do comando da Polícia Federal e da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, mas não a vinculação ao que os substitutos nos postos fariam no comando desses cargos". Ainda assim, a avaliação é a de que só será possível uma análise conclusiva após todas as diligências serem feitas.

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